quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

NASA lança telescópio brasileiro para observação do Sol


Brasília, 28 de janeiro de 2016 – A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), lançou com êxito a semana passada um balão estratosférico que transporta dois equipamentos científicos voltados a estudar o Sol. O lançamento foi feito em McMurdo, base dos Estados Unidos na Antártica.

Um dos equipamentos é o Solar-T, um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído no Brasil por pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam), da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração com colegas do Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O outro equipamento é o experimento de raios X e gama Gamma-ray Imager/ Polarimeter for Solar Flares (Grips), da University of California em Berkeley, nos Estados Unidos, no qual o Solar-T foi acoplado.

Desenvolvido com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio de um Projeto Temático e de um Auxílio à Pesquisa-Regular, o Solar-T é o primeiro instrumento científico do gênero construído no país, após 15 anos de pesquisa e desenvolvimento.

Além da Fapesp, o projeto teve recursos do Fundo Mackenzie de Pesquisa (MackPesquisa), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Nasa, da Air Force Office of Scientific Research (Afosr), dos Estados Unidos, e do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet), da Argentina.

“O desenvolvimento do Solar-T representa uma oportunidade de qualificação brasileira em tecnologia espacial avançada que pode dar origem a novos projetos em satélites, por exemplo, e contribuições para a Estação Espacial Internacional”, disse Pierre Kaufmann, pesquisador do Craam e coordenador do projeto.

“Estamos desenvolvendo um projeto em colaboração com o Instituto Lebedev de Moscou para instalar telescópios de detecção de frequências em terahertz na Estação Espacial Internacional, e o sucesso da missão do Solar-T é uma condição necessária para qualificarmos a tecnologia que desenvolvemos”, afirmou.

O balão estratosférico transportando o Solar-T e o Grips – que juntos pesam mais de três toneladas – está voando a uma altitude de 40 mil metros e circum-navegará a Antártica por um período entre 20 e 30 dias.

Frequências – Enquanto sobrevoar o continente gelado, o Solar-T deve captar a energia que emana das explosões solares em duas frequências inéditas, de três e sete terahertz (THz), que correspondem a uma fração da radiação infravermelha distante.

Situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio, essa faixa de radiação permite observar mais facilmente a ocorrência de explosões associadas aos campos magnéticos das regiões ativas do Sol, que muitas vezes lançam em direção à Terra jatos de partículas de carga negativa (elétrons) aceleradas a grandes velocidades.

Nas proximidades do planeta, essas partículas interferem no funcionamento de satélites de telecomunicações e de GPS e produzem as auroras austrais e boreais.

A radiação das explosões nessa faixa do infravermelho distante também torna possível uma nova abordagem para investigar fenômenos que produzem energia em regiões ativas que ficam entre a superfície do Sol, a fotosfera, onde a temperatura não passa dos 5,7 mil graus, e as camadas superiores e mais quentes: a cromosfera, onde as temperaturas alcançam 20 mil graus, e a coroa, que está a mais de um milhão de graus.

“Essas frequências de três e sete terahertz são impossíveis de serem medidas a partir do nível do solo porque são bloqueadas pela atmosfera. É necessário ir para o espaço para medi-las”, disse Kaufmann.

Para fazer as medições, o Solar-T tem um aparato composto por dois fotômetros (medidores de intensidade de fótons), coletores e filtros para bloquear radiações de frequências indesejáveis (infravermelho próximo e luz visível), que poderiam mascarar o fenômeno, e selecionar as frequências de três e sete terahertz.

Os dados coletados pelo telescópio fotométrico são armazenados em dois computadores a bordo do equipamento e transmitidos compactados à Terra, por meio de um sistema de telemetria, valendo-se da rede de satélites Iridium. Os dados transmitidos à Terra são gravados em dois computadores no Craam.

“A transmissão dos dados obtidos pelo Solar-T garante a obtenção das informações coletadas caso não seja possível recuperar os computadores a bordo do equipamento, porque as chances são muito baixas”, disse Kaufmann. “A Antártica é maior do que o Brasil tem pouquíssimos lugares de acesso e não há como controlar o local onde o balão deve cair.”

“Por enquanto, ainda não houve nenhuma grande explosão solar captada pelo Solar-T. Mas, caso ocorra, o equipamento poderá detectá-la e enviar os dados para analisarmos”, disse Kaufmann.

Custo – Segundo o pesquisador, o custo da realização de experimentos espaciais, como o Solar-T, com balões estratosféricos é muito menor em comparação ao uso de satélites.

Uma das razões pelas quais o balão estratosférico foi lançado agora é porque a circulação estratosférica de vento – o chamado vórtex – em volta do Polo Sul é favorável nessa época do ano. Além disso, o Sol também nunca se põe no Polo Sul nesse período do ano.

Dessa forma, é possível coletar ininterruptamente a luz emitida pelo Sol. “Mesmo agora, em que o Sol está em uma fase de queda de ciclo, a chance de detectar uma explosão razoável, observando por 24 horas diariamente e em um período entre 20 e 30 dias em que o Solar-T ficará na estratosfera, é muito boa”, avaliou Kaufmann.

Na avaliação do pesquisador, se o lançamento do Solar-T não fosse feito agora dificilmente seria possível realizá-lo no ano que vem, quando o ciclo de explosões solares deve cair ainda mais.

“Já estávamos nos aproximando da chamada ‘janela do verão’ [quando o Sol se põe no Polo Sul]. Seria muito difícil convencer a Nasa a investir em uma nova missão”, estimou.

A navegação do balão estratosférico transportando experimento GRIPS com Solar-T – denominado de voo Nasa 668N – pode ser acompanhada pelo site www.csbf.nasa.gov/map/balloon8/flight668N.htm

Fonte: Agência Fapesp

Foto: Divulgação/Nasa – O balão que transporta o Solar-T voará sobre a Antártica por cerca de um mês.

Conferência Espacial Italiana

DESPACHOS DO MINISTRO
Em 29 de janeiro de 2016
Afastamentos do país autorizados na forma do Decreto nº 1.387, de 07 de fevereiro de 1995:
ANDRÉ JOÃO RYPL, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do AEB, representar a AEB, a convite de Agência Espacial Italiana (ASI), na Conferência Espacial a ser realizado no Centro Italiano de Pesquisa Aeroespacial (CIRA) e integrar na qualidade de representante oficial da AEB, a Delegacia Brasileira à 53ª Sessão do Subcomitê Técnico-Científico (STC) do Comitê das Nações Unidas para os Usos Pacíficos do Espaço Exterior (COPUOS), em Nápoles/Itália, Viena/Áustria, no período de 08.02 a 28.02.2016, com ônus para o AEB. Art. 1º, inciso V
JEAN PIERRE HENRY BALBAUD OMETTO, Pesquisador Titular do INPE, participar a convite da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Projeto GlobBiomass do "1st GlobBiomass User Workshop", em Laxenburg/Áustria, no período de 31.01 a 04.02.2016, com ônus limitado. Art. 1º, inciso V.
MARIA HELENA DA HORA MARÉCHAL, Tecnologista Sênior III da CNEN, participar como convidada pela Agência Internacional de Energia Atômica para participar numa missão para fazer uma revisão no processo regulatório e avaliar a infraestrutura nuclear da Guatemala comparada aos padrões internacionais de boas práticas da AIEA, em Cidade da Guatemala/Guatemala, no período de 05.02 a 18.02.2016, com ônus limitado. Art. 1º, inciso V.
LUIZ EDUARDO OLIVEIRA E CRUZ DE ARAGÃO, Pesquisador do INPE, participar da reunião do projeto ECOFOR: Biodiversity and ecosystem functioning in degraded and recovering Amazonian and Atlantic Forests, em Oxford/Inglaterra, no período de 02.02 a 07.02.2016, com ônus limitado. Art. 1º, inciso V.
CELSO PANSERA

Pág. 7. Seção 2. Diário Oficial da União (DOU) de 01 de Fevereiro de 2016

Lançamento de Esrange na Suécia,

Mais um foguete brasileiro lançado com sucesso na Europa




Na Madrugada do dia 03 de fevereiro foi lançado do Campo de Lançamento de Esrange, na Suécia,  o foguete de sondagem VS-30 V12 com a carga útil Spider-Leewaves, atingindo um apogeu de 138 km.
Em breve mais informações.

Fonte: DCTA/IAE

domingo, 31 de janeiro de 2016

TV Câmara - Quais os rumos do programa espacial brasileiro?


Como competir em uma corrida na qual são necessários gastos na casa dos bilhões de dólares, quando as projeções da economia interna já atingem uma retração de 3% para 2016?




Expressão Nacional”, TV Câmara
 18 de janeiro de 2016
O Brasil começou a desenvolver um programa espacial no início da década de 60. Naquela época, estávamos em pé de igualdade com a Índia e a China. Hoje, não apenas estamos anos-luz atrás desses parceiros no chamado BRIC, como também devemos ser ultrapassados pela África do Sul e por Israel.
Em 2015 o governo rompeu o acordo bilateral com a Ucrânia que tinha como objetivo usar a Base da Alcântara para lançar satélites de outros países e de empresas, o que poderia ser um negócio lucrativo graças à localização geográfica, que reduz os custos tanto com combustível quanto com o valor do seguro exigido.
Mas como competir em uma corrida na qual são necessários gastos na casa dos bilhões de dólares, quando a economia interna deve encolher 4% em 2015 e as projeções já atingem uma retração de 3% para 2016?
Esse é o tema do Expressão Nacional desta semana. Os convidados são os deputados José Stédile (PSB-RS), presidente da Frente Parlamentar em defesa da Indústria Aeronáutica e Espacial; e Eduardo Cury (PSDB-SP), vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; além de José Raimundo Coelho, presidente da AEB; e Shantal Capeleti, coordenadora do primeiro projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens) da Universidade de Brasília (UnB).
Apresentação - Fabiana Melo

Fonte: TV Câmara


Candidatos a diretor do INPE devem encaminhar documentação ao comitê de busca até 4 de março


29 de Janeiro de 2016


O edital de abertura do processo para escolha do novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) foi publicado nesta sexta-feira (29/1) no Diário Oficial da União. Confira aqui.

O processo de seleção é composto por análise dos currículos, documentos e propostas dos candidatos, exposição oral pública das propostas e entrevista individual perante ao comitê de busca. As candidaturas devem ser apresentadas até o dia 4 de março.


A seleção é conduzida por um comitê de especialistas, nomeado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera. Presidido por Marco Antonio Raupp, do Parque Tecnológico de São José dos Campos, o comitê tem ainda como membros: Rogério Cézar Cerqueira Leite, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Luiz Bevilacqua, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Helena Bonciani Nader, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Reginaldo dos Santos, da Empresa Binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).
De acordo com o edital, poderão se candidatar para o cargo quaisquer cidadãos, brasileiros ou naturalizados, portadores de diploma de doutorado e que atendam aos seguintes requisitos básicos:
• notório conhecimento, competência e experiência profissional nas áreas de atuação do INPE;
• visibilidade junto à comunidade científica e tecnológica;
• experiência gerencial e administrativa envolvendo atividades de relacionamento com organizações de fomento, do Governo e entidades da sociedade em geral, bem como capacidade de trabalhar de forma articulada com as políticas públicas do MCTI e do Governo Federal;
• capacidade de liderança para motivar o corpo técnico e científico e os demais colaboradores da Unidade;
• capacidade de interagir com o setor produtivo para a contratação de projetos de desenvolvimento tecnológico e inovação;
• visão de futuro voltada para o crescimento científico e tecnológico do INPE e do País; e

• entendimento e comprometimento com a execução do Plano Diretor do INPE e com o Plano de Ação do MCTI.
Para candidatura ao cargo, deverão ser enviados os seguintes documentos, até a data de 04/03/2016, em papel e via eletrônica:
• Carta solicitando inscrição da candidatura;
• Currículo Lattes atualizado; e
• Texto de até cinco páginas, descrevendo sua visão de futuro para o INPE e a aderência do seu projeto de gestão ao Plano Diretor 2011-2015 do INPE (disponível no endereço eletrônico www.inpe.br).

O endereço para envio é:
Dr. MARCO ANTONIO RAUPP
Presidente do Comitê de Busca para Diretor do INPE
Parque Tecnológico de São José dos Campos - PqTec-SJC
Av. Doutor Altino Bondensan, 500, Distrito de Eugênio de Mello
12247-016
São José dos Campos-SP
Recebidos os currículos, será feita a análise dos documentos e enquadramento dos candidatos aos pré-requisitos. A lista com as inscrições homologadas será publicada no sítio do MCTI na internet (www.mcti.gov.br), e também enviadas aos candidatos, assim como as datas e local para a apresentação pública e entrevistas.
Maiores informações poderão ser solicitadas à Coordenação-Geral das Unidades de Pesquisa do MCTI, por meio do endereço eletrônico kayo.pereira@mcti.gov.br ou pelo telefone (61) 2033-7437.

Fonte: Inpe